Sexta-feira, Abril 29, 2005
Os Reis
Ai Aline, porque você foi falar das músicas do Roberto Carlos?
Eu te deixei um comentário dizendo que ninguém venha me falar que as músicas do Rei não trazem pelo menos uma lembrança. Porque se disser, vai estar mentindo.
Nem precisava estar vivo já nos anos 60. Quem já era nascido nos anos 80 TEM que lembrar. Tem que lembrar pelo menos daquela vizinha que escutava as músicas e cantava a plenos pulmões e que a sua vontade era a de invadir a casa e quebrar o LP em mil pedaços! Eu tive essa vizinha e tenho certeza que muita gente também teve.
Mas não só lembranças de desespero as músicas do Rei me trazem. Meu pai também ouvia as músicas dele. Acho que muitas lembranças que guardo do meu pai na época da minha infância estão embaladas pelas músicas dele.
Lembro quando eu era pequenininha e morávamos em São Paulo. Lembro que era tão frio e sempre chuvoso. Que meu pai me pegava pra irmos buscar minha mãe no trabalho e ele comprava churros pra mim! E no rádio do carro tocava uma fita do Roberto.
Lembro do meu pai sempre consertando o carro e a fita tocando e tocando.
Reuniões de família e lá vinha o Rei cantar pra gente!
Ou quando certas músicas tocavam e ele se recolhia na rede por horas. Minha mãe dizia: 'tá roendo!'. Eu percebia a ironia sem ciúmes da frase. Achava bonita a nostalgia dele e respeitava. Todo mundo respeitava. Todo mundo deve respeitar as nostalgias dos outros.
Ai, ai Aline. Agora você me fez correr na Rádio Terra pra ouvir algumas dessas músicas, voltar a lembrar e sentir vontade de chorar... Obrigada! Eu adoro lembrar!
Meu querido, meu velho, meu amigo: Roberto Carlos
Quinta-feira, Abril 28, 2005
Dobrado feito...
Se a sua resposta foi
tapioca, acertou!
Isso de estar longe de casa faz a gente soltar foguete com qualquer coisa, né? Mas é que também vou te dizer, como boa nordestina que sou uma tapioca de vez em quando faz uma faaaalta!
Faz um tempinho que eu descobri como se faz a goma da tapioca, mas é que como dá um trabalhinho, deixo pra fazer só quando a saudade aperta muito.
A
Cris vinha falando muito em cuzcuz de tapioca nos últimos dias, que por sinal é uma delícia, mas que eu não conhecia muito bem porque não é muito comum por Jampa (pelo menos eu nunca vi).
Menina: isso bateu no subconsciente, que por sua vez ficou ecoando: tapioca, tapioca, tapioca. Não teve jeito senão ir no mercado comprar macaxeira pra fazer.
Francamente eu não sei se o jeito que eu faço é o certo, mas o gosto no final é igualzinho. Claro que não deu pra fazer com coco fresco ralado (a tecnologia ainda chegou por aqui e não tem aquele ralador de coco que a gente senta em cima), mas também eu gosto mais com queijo.
Essa imagem é tão familiar, minha santinha do céu! Eu na cozinha, toda branca de goma, fazendo tapioca pra mim e meus irmãos, comendo ainda quentinha com uma caneca de café!
As lembranças felizes são feitas de momentos tão simples, não acha?

Como dois animais: Alceu Valença
Terça-feira, Abril 26, 2005
Feira
Eu adoro feira!
Eu acho que é um universo tão interessante: os vendedores, os fregueses, o ambiente, os produtos, a dinâmica.
Só tem um porém bem pequenininho: eu fico tão perdida numa feira. Meu Deus do céu!
Acho que porque me encanta tanto, eu fico assustada. Desde que eu gastei uma fortuna num abacaxi em Portugal (detalhe: foi no início da minha vida de dona de casa) e quando cheguei em casa que abri o bendito e ele estava todo podre por dentro, que eu fiquei cabreira com feira.
Em supermercado é tão mais fácil fazer as compras. Mas também é tão impessoal. Ninguém te chama de 'querida freguesa' por exemplo. No supermercado que eu vou aqui pertinho de casa então, as meninas nem olham pra minha cara. Não sei se é preconceito ou falta de educação, mas aí também é outra história.
Aqui na Inglaterra, pelo menos aqui em Sheffield, não existe feira de bairro. Nem daquelas só de dia na semana. Tem um mercadão no centro da cidade e que eu saiba, só. É lá que eu encontro farinha de mesa, macaxeira e chuchu! E hoje eu vi quiabo!!!! Tenho que pedir a receita de quiabada pra Mainha.
Tirando o fato que eu tive que passar pelas barracas umas 3 vezes até entender os preços em libras e quilos, com preços diferentes pras mesmas coisas, fiquei satisfeita porque consegui umas barganhas melhores que as do supermercado e melhor: tudo fresquinho!
Espero estar superando o trauma do abacaxi!
Bandeira: Zeca Baleiro
Segunda-feira, Abril 25, 2005
Justiça também para os animais
Eu não gosto de ser muito política porque eu sei que isso enche o saco de muita gente. Mas depois que vi o que fizeram com uma cadelinha de rua no Fantástico de ontem, não tive como resistir.
A história é essa:
A Cadelinha Preta que infelizmente vivia nas ruas mas era cuidada por uma comunidade de vizinhos de Pelotas RS, foi vítima de um ato de profunda covardia e crueldade.
Na madrugada da última quarta-feira (6/4/2005) no centro da Cidade de Pelotas, Preta, que estava no ultimo mês de gestação foi covardemente atada ao para-choque do carro de 4 jovens "bem vestidos" e ARRASTADA POR 5 QUADRAS em alta velocidade, fazendo com que pedaços seus e dos filhotinhos que ainda estavam em seu ventre ficassem espalhados no asfalto.
Existe um abaixo assinado on-line para que se garanta que os filhos da puta que fizeram isso com ela não saiam dessa impunes. Eu vou pedir aos meus 7 leitores que sempre vêem aqui ler as bobagens que eu escrevo, que se sensibilizem e assinem também, clicando aqui.
Obrigada queridos!
Domingo, Abril 24, 2005
Burbage South
10 meses sem escalar, esse fim de semana fui. E melhor: em boulder real!
Claro que a performance não foi brilhante e as mãos sem os calos tornaram a minha vida mais complicada, mas foi muito gostoso.
Ok, ok, eu cansei muito rápido, mas me dêem um tempo, né? Foram 10 meses de abstinência.
Vou te contar, sedentarismo é tão bom! Você nunca sente os músculos doloridos por praticar o sedentarismo. Agora o tal do esporte, puxa vida, te quebra todinha na emenda. Tou aqui que não posso mecher a coxa.
Mas também já tou seca por mais!
Semana que vem de novo em Burbage South, uma horinha só de ônibus, lanchinho na mochila e tamos lá! Oba!
Son of a Preacher Man: Aretha Franklin
Aula de Português
Pra quem pensa que a primeira aula de Português é 'Bom dia!' ou 'Meu nome é fulano', se enganou redondamente!
A primeira aula de Português (dada ontem no pub, entre uns pints e outros) é constituída das seguintes frases:
- E aí?
- Beleza mermão?
- Beleza!
- Podis crer!
Sem contar com o famoso palavrão, porque ninguém tá afim de aprender tempo verbal! Um bom começo é: filho da puta!
Eu digo isso porque quando eu estava no cursinho de inglês a gente pedia pra professora ensinar uns palavrões básicos e ela
nunca ensinava. Dizia que podia perder o emprego, imagina quanta hipocrisia! Aliás, vou te contar, cursinho de língua é um negócio tão ineficaz.
Eles nunca te ensinam o que você realmente precisa...
Nessa comunidade de estudantes internacionais que a gente vive, estamos sempre trocando informações preciosas sobre a cultura do outro.
Dentre essas coisas estão os palavrões e eu já sei uns bons em Grego e Punjabi!!
Esqueçam as regras de gramática: o que o povo quer aprender é a falar um bom palavrão!
Chega Mais: Rita Lee
Quinta-feira, Abril 21, 2005
Vera Drake
Ok, pra quem não entendeu lá vai a explicação!
Vera Drake é um filme sim e excelente por sinal.
O filme é de 2004, o diretor é o Mike Leigh, e algumas pessoas talvez lembrem da atriz Imelda Stauton que concorreu ao Oscar desse ano na categoria Melhor Atriz no papel de Vera.
A frase que eu coloquei é de um personagem e ele é o ponto de reflexão do filme. Bem, a frase aí em baixo já dá pra perceber porque.
O filme fala sobre aborto, mas sem levantar bandeiras - o que é bastante difícil, convenhamos.
Esse é um daqueles filmes que vale mesmo a pena ver.
Cenas de um casamento
Eles se preparam para sair, já um pouco atrasados.
Ele pergunta pra ela:
- Você não vai de salto não, né? A gente vai ter que andar rápido.
Ela:
- É claro que eu vou de salto, imagina! E espera mais um pouquinho que ainda vou botar a maquiagem.
Ele não fala nada e vai ver televisão.
Terça-feira, Abril 19, 2005
Aborto
"Éramos 7: minha mãe e seis filhos em dois quartos. Sem dinheiro para alimentá-los como que ela poderia amá-los?" Reg.
Senhoras e senhores,
Vera Drake é linda!
Domingo, Abril 17, 2005
Café com leite e extra açúcar, porfavor!
Pode até parecer muito simples, mas não é.
O que fazer quando todo mundo olha pra gente de uma maneira diferente? Ou quando todo mundo ri de você só porque você é do jeito que é?
Uma vez eu assisti a um documentário na tv sobre anões e um deles falou uma coisa que me tocou bastante. Ele dizia que os que riem dele no minuto seguinte já esqueceram da piada e voltam pras suas vidas. Mas ele, o anão, vai passar o resto do dia se mortificando.
Isso mostra como não estamos atentos aos sentimentos do outro. O que importa é o seu bem-estar, a sua gargalhada, ou até mesmo a sua opinião. E isso vale pra todo e qualquer tipo de gente.
Por isso que o
The Station Agent, à primeira vista pode parecer simples, mas não é não. Escrito e dirigido por Thomas McCarthy, esse filme de 2003 é lindo! Complicadas questões como inclusão e aceitação estão ali presentes todo o tempo sob várias formas. E a solução, como sempre, está numa boa amizade. Mas será que estamos sempre dispostos e abertos a uma amizade?

Underwater love: Smoke City
Sexta-feira, Abril 15, 2005
Cenas explícitas e sem censura de uma dona de casa
Pra quem não conhece essa erva, chamada
manjerona, eu recomendo! Muito cheirosa e uma delícia!
Quarta-feira, Abril 13, 2005
Goiabada
Às vezes a gente se acomoda com o que a gente tem, é ou não é?
A gente mora a vida toda num lugar e não dá valor às coisas pequenas.
Vê aquele cacho de pitomba na fruteira e pensa: 'que negócio mais sem graça, quero não'.
Ou então quando o jantar é cuzcuz e você diz: 'cuzcuz de novo?'.
O dia lá fora ta lindo, céu azul, brisa fresca. E o que você faz? Fica em casa vendo televisão.
A família ta toda reunida na varanda e você continua na frente da televisão.
Terminou o almoço e o quê é que tem na geladeira? Goiabada. 'Será possível? Eu queria era um sorvete'.
Eu tenho que confessar que cometi esses pecados todos uma ou outra vez (ai, se arrependimento matasse...). Mas da goiabada eu sempre gostei! E que saudade da bendita goiabada... Muitas vezes depois do almoço, abria a geladeira, pegava o queijo minas ou coalho e a goiabada. Trincava o Romeu e a Julieta! Saudades, saudades!
Até que a Cris chegou pra mim e disse que a cunhada dela estava vindo aqui para os visitar e disse que ela estava à disposição de trazer o que eu quisesse. Gente! Dá pra pensar muito? EU QUERO GOIABADA!
Valeu Juliana, você é uma santa!!
Finalmente: Ney Matogrosso e Pedro Luís e a Parede
Segunda-feira, Abril 11, 2005
A Mentira
Ontem conversando com André - não o digníssimo, o poeta - eu pedi a ele que me disse como estava João Pessoa. O que tinha mudado, se tinha mudado, como estava enfim. Aí ele começou:
- Ah, João Pessoa mudou muito.
- Sério? Em quê?
- Aterraram o rio Sanhauá, estão construindo um shopping ali atrás.
- Heim?
- É, aterraram o rio. Vai passar um metro ali atrás.
- Um metro? Mas pera, pera: como que aterraram o rio? Por onde ele vai passar agora?
- É, não sabia?
- Não! E que metro é esse?
- É um metro de superfície, vai de Intermares até o aeroporto.
- Isso tudo??? O percurso vai levar umas 3 horas pra se completar. Vai passar por onde esse metro?
- Não, mas vão ter duas linhas. Vai passar por Cruz das Armas, Cristo, Grotão, Mandacaru, Epitácio...
- Ah sim... E quando que a obra vai estar pronta?
- 2008
- Isso tudo?
Enfim, ele continuou me enrolando até que eu disse:
- Não pera aí. Isso é uma brincadeira de 1 de Abril atrasada, né?
- E só agora você percebeu??!! Eu aqui fazendo de tudo pra você perceber! Não mudou nada por aqui não, ta tudo a mesma coisa.
- Filho de uma mãe boa...
Acho que eu me deixei levar, sabe? Eu queria tanto ver a minha cidade toda mudada pra melhor, cheia de empreendimentos bacanas. Tudo bem que o rio não precisaria ser aterrado, mas todo o resto era uma mentira bacana! Quem sabe não se torna verdade?
Disritmia: Ney Matogrosso e Pedro Luís e a Parede
Domingo, Abril 10, 2005
Glastonbury
3 dias de festival.
7 palcos principais.
1 palco menor.
Cinema.
1 tenda de dance.
1 campo de chill out.
1 parque pra crianças.
5 palcos de teatro.
8 campos de exposição de arte.
900 acres.
135 mil pessoas.
Bilhetes esgotados em 3 horas na maior vendas de bilhetes on-line da história.
Até agora apenas 3 atrações estão confirmadas: The White Stripes (CACETE!!!), Coldplay e Kylie Minogue (bem, nem tudo é perfeito...).
Embora ninguém saiba ao certo quem vai tocar, dane-se! Todo mundo quer estar no
Festival de Glastonbury! Eu vou estar lá! MEU DEUS!!!!
Desde que chegamos por essas bandas que eu sonho em ir ao um festival de verão, e agora finalmente iremos.
Todo mundo chega pra mim dizendo:
- Você ta sabendo que os banheiros são complicados, né?
- Transcendi disto!
- Ta sabendo que não vai dar pra tomar banho?
- Não quero saber!
- Vai ter todo tipo de gente por lá...
- Ótimo!!!
- E a lama?
- Sem problemas: já comprei minhas botas de borracha.
Eu só quero poder viver 3 dias inteirinhos ao sabor da música e da excitação coletiva!

Mora na Filosofia: Caetano
Sexta-feira, Abril 08, 2005
Cospe e corre? É ruim heim!
Eu juro que foi isso que eu li ainda agorinha dentro do ônibus! Ok, o 'é ruim heim' é de minha autoria, mas o 'cospe e corre?' tá lá!
E o negócio continua assim: se você cuspir em qualquer empregado desta empresa, nós temos quites de DNA conosco e não adianta correr porque nós vamos lhe pegar de um jeito ou de outro.
Que eles estejam prevenidos não me impressiona. O que me deixa estupefata é o fato de que existem pessoas que cospem na cara dos motoristas e correm. E por elas existirem é que eles andam com os quites.
Caramba, e eu que pensei que no Brasil eu já tinha visto de tudo. Pode ser que já tenha acontecido, e eu não me surpreenderia mesmo, mas eu nunca ouvi falar de alguém cuspir na cara de um cobrador de ônibus no Brasil.
Gente, não se iludam que esse conceito de 'Inglaterra'. Isso não existe. Aqui a galera também é porca pra cacete. Até cospem na cara do pessoal da empresa de ônibus. Vixe!
'Bate o Sino'. Eu às vezes fico com essas músicas natalinas na cabeça, vai entender?
Quinta-feira, Abril 07, 2005
Boa noite!
Tão bonitinhos a Fátima Bernardes e o William Boner, né não?
Agora que ele está lá no Vaticano cobrindo a morte do Papa e ela ficou no Brasil, ela sempre faz a chamada pra ele. Todo mundo sabe que eles são casados, e eu fico sempre naquela expectativa de que ela vai dizer qualquer coisa do tipo:
- Oi amor! Ta tudo bem por aí? Me diz as novidades!
E eu fico esperando que ele responda:
- Oi fofinha! Ta tudo bem sim, um pouquinho cansado, com saudade de você e das crianças, mas você sabe que eu só volto depois do enterro, né? Mas enfim, povo brasileiro, as novidades são tais e tais. Ah, querida, essa blusa vermelha fica ótima em você!
- Ai, só coloquei porque eu sei que você gosta! Ta com muito frio? Não esquece o cachecol heim?
- Ta bem! Beijos, tchau!
Claro que eles não falam isso. Mas que seria bonitinho isso seria sim!
Quarta-feira, Abril 06, 2005
Reflexões do dia
1. Moda hippie é uma graça. Sempre achei muito bonitinho e principalmente super confortável. Saí de loja em loja procurando uma bota daquelas de chuva (nem me perguntem pra quê, porque isso merece um post. Só estou esperando a empolgação necessária pra escrever, porque eu vou precisar de tudo!!), e por todo lado só vi hippie chic. Ótimo! Acho lindo, já disse. Mas dá aquela impressão de coisa falsa, forçada. Exemplo? Uma saia daquelas de chita custando ₤25.00 não dá.
2. Será que as pessoas ainda não perceberam que ficar assoviando é falta de educação? Tudo bem assoviar tomando banho, lavando o carro ou cuidando do jardim. Mas enquanto se está sendo atendido é o fim da picada.
3. Minha unha do dedão do pé não decide se é pra encravar ou não.
4. Aquela música da Gwen Stephanie, 'Rich girl', é bonitinha, mas já não agüento mais ouvir pela rádio da loja.
5. Vi a entrevista das candidatas ao posto que abriu na loja. Pra quem vê de fora, vai o conselho: na sua entrevista, FALE. As meninas ficavam caladas e olhando com cada cara de drogada pra minha gerente, eu heim. Será que é uma técnica inglesa de como comportar em entrevistas?
6. Coisa boa danada esse lance do Napster da gente ouvir o que quiser pela net! Pena que o período de trial já ta acabando... Não vai dá pra ficar pagando ₤10.99 por mês só pra ficar ouvindo e não poder fazer o download pro tocador de mp3.
7. Outra coisa melhor do mundo: chegar em casa, cansada, ligar o computador pra acessada básica e ver o que a D. Philio anda aprontando!
Get me: Dinosaur Jr
Terça-feira, Abril 05, 2005
Caminhada de Abril
Como a Universidade está no recesso das mini-férias de Páscoa, hoje eu pude ir na caminhada do grupo de mulheres. Primeira terça-feira do mês é dia de ir pro mato com a mulherada!
O lugar da vez chama-se Hassop que fica na região de Derbyshire, Peak District (esse é o grande parque nacional Inglês).
Foi uma caminha curta de uns 6 quilômetros. Pena que o lugar não é tão bonito quanto o da última caminhada que fiz. Mas valeu! As árvores ainda não estão verdinhas, mas dá pra perceber o clima de primavera nos brotos e pelos filhotinhos das ovelhas. Que, aliás, eu chamei de baby sheep , mas na verdade é pra dizer lamb. Lições desse tipo, seguidas de uma mancada, a gente nunca esquece!
Tivemos direito a um fiozinho de sol, mas no pacote também veio chuva. Caminhada sem chuva não pode ser na Inglaterra!
Virgínia Rodrigues: tudo no cd 'Nós'
Segunda-feira, Abril 04, 2005
Teoria do Caos
Dizem que tudo no mundo está interligado. Que o simples bater das asas das borboletas na África são responsáveis pelos tornados nas costas dos Estados Unidos. A isso se chama teoria do caos.
Ontem vimos
The Butterfly Effect, de 2004, co-escrito e dirigido por Eric Bress e J. Mackye Gruber (os dois são praticamente desconhecidos).
Vou te contar: esse tem de tudo pra virar um daqueles filmes de culto! É muito bom!
Eu não vou contar a trama, que mesmo que eu quisesse iria acabar toda enrolada de tão intrincada que ela é. Mas vou dizer o que aprendi com o filme:
a. Nunca brinque de ser Deus.
b. As mínimas coisas que você faz podem ter conseqüências inimagináveis.
c. Nunca dê por garantido o comportamento dos outros, mas apenas o seu.

Pink Floyd: Wish you were here
Domingo, Abril 03, 2005
O Papa
Eu acho que todo mundo hoje está falando da morte do Papa, e eu não posso deixar de fazer diferente.
Eu nasci numa família católica não fervorosa.
Fui batizada - usei um saltinho alto que era a coisa mais fresca e mais fofa do mundo!
Fiz o catecismo - aos 11 anos com a minha mãe desesperada porque já estava ficando muito tarde, e ela não queria que a filha fizesse o catecismo com os peitinhos aparecendo na roupa.
Não cheguei a fazer o crisma, porque já por aquela época minhas contestações se iniciavam.
Entretanto casei na Igreja - não porque eu fizesse exatamente questão, apesar de que eu queria dar o gosto ao meu pai de levar a única filha pelo braço na Igreja, mas principalmente porque a família do meu digníssimo esposo tem padre que não acaba mais. E essa sim é fervorosa...
Minha religiosidade tem os seus altos e baixos, mas a minha fé nunca. Assim, tenho épocas de rezar o terço todo dia, de ir à Igreja todo domingo, de fazer o sinal da cruz toda vez que passasse na frente de uma Igreja ou cemitério. Mas também tenho épocas que não faço absolutamente nada disso.
Por essas razões não sei bem se sou 'católica'. O que é ser católico?
Talvez isso tenha alguma relação com o Papa. Talvez se a Igreja Católica de hoje fosse mais progressiva, talvez eu não teria dúvidas quanto se sou ou não católica. Talvez se João Paulo II tivesse adotado uma postura mais liberal quanto ao mundo moderno, eu poderia vir a me sentir mais acolhida e interessada pela Igreja.
Como eu posso me entregar de corpo e alma a uma religião que prega ser errado, tantas coisas que para mim está correto? Eu defendo o uso de preservativo, de contraceptivo, de casamento gay, de divórcio (como última instância), do casamento de sacerdotes, de sacerdotisas. Portanto, certamente não sou católica.
Eu não estou aqui, de maneira nenhuma, tentando diminuir a imagem do Papa. Eu acho que ele foi um homem admirável, extremamente forte e carismático. Quando soube que ele havia falecido, senti uma dor no peito. Em momento algum senti como se 'o' Papa tivesse morrido. Senti que o 'meu' Papa morreu.
Karol Wojtyla foi eleito Papa, sacerdote supremo da Igreja Católica, em 16 de Outubro de 1978. Dia do meu aniversário.
Sexta-feira, Abril 01, 2005
A importância da transcendência
No meu departamento agora somos três: minha gerente, sua debuty e eu.
Estávamos ontem eu e a debuty conversando sobre a nova vaga que abriu.
Eu dizia que um bom lugar para anunciar o novo posto seria em lugares com curso de Decoração de Interiores. Uma vez que tecidos preenchem uma grande parte do trabalho de um decorador, quem estiver começando nessa carreira pode achar a oportunidade muito excitante. Pelo menos foi isso o que eu fiz quando estava fazendo o meu curso de Decoração. Procurei um trabalho onde eu pudesse pôr em prática tudo o que eu estava aprendendo.
Claro que o trabalho não é exatamente o de um estúdio. Não trabalhamos com plantas ou desenhos. Mas a essência está toda lá: cores, texturas, sensações.
A colega vira pra mim e diz: 'bem, eu não acho que a gente deva fazer falso anúncio, afinal de contas estamos aqui apenas para vender cortinas'.
Eu não respondo, mas fico embasbacada olhando pra ela.
Menino
Vi esses dias o meu homem abrir uma caixa de vídeo game como se fosse um menino.
Não gosto de vídeo games, e estou aqui em pé de guerra como um órgão sensor da casa quanto à jogos muito violentos. Não quero que os meus filhos brinquem com isso.
É, é, eu sei que ainda não tenho filhos...
Enfim, gosto de ver que no meu homem ainda existe uma criança!
Desorganizada
Alguém me dê a fórmula da organização, por favor?
Como eu faço pra fazer o dia render mais que 24 horas e, mais importante, ter pique pra aguêntar as horas todas?
Quem me ensina a acordar às 6 da manhã e continuar serelepe até à noitinha?
Já estou cansada de estar sempre cansada...